Orações de Taizé

No último Domingo de cada mês,
na Paróquia de N.ª Sr.ª do Cabo em Linda-a-Velha, às 21h30
animamos uma Oração de Taizé.


Venham rezar connosco!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Senhor, quem é o meu próximo?

Hoje de manhã, quando esperava pelo meu colega Davide à entrada do hotel, dei comigo a observar as pessoas à minha volta. É algo que costumo fazer, por exemplo, no autocarro, porque simplesmente acho graça imaginar o que esta ou aquela pessoa estão a pensar ou como será a sua personalidade, a sua vida...

Mas hoje olhei-as de forma diferente...

Quando alguém de quem gostamos muito nos apresenta um amigo de quem já falou imensas vezes com uma grande amizade, nós olhamos para esse amigo com curiosidade e com vontade de encontrar nele aquelas coisas das quais o nosso amigo tanto falou. É ou não é? :)

Hoje olhei para as pessoas à minha volta como se me tivessem sido apresentadas por um amigo ou uma amiga muito especial. Não como quem está de fora, não como se, pelo facto de não as conhecer e de não sentir as suas emoções, elas fossem inanimadas. Olhei-as lembrando-me e sentindo que são muito amadas por Deus! E percebi que devia olhar os outros sempre assim, não com os meus olhos, não com o meu coração, mas com os olhos de Deus e o coração de Deus!!

Mas... há sempre um mas... isto não é fácil. Pelo menos para mim! Acho que naquele momento, estava disperta para que Deus me falasse e me "apresentasse" aquelas pessoas. Mas a maioria das vezes não estou. Muitas vezes não sou o Samaritano que se torna próximo daquele que precisa, muitas vezes sou todos os outros que passaram naquele mesmo caminho (com boas intenções... até), mas não viram o pobre homem.

Aqui lembrei-me da célebre frase dos escuteiros, é preciso estar "Sempre alerta!"

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

O Peixe e o Mar

"Uma vez pediram a um peixe para falar do mar.

- Fala-nos do mar - disseram-lhe.

- Dizem que é muito grande o mar, respondeu o peixe. Dizem que sem ele morreríamos. Não sou o peixe mais indicado para vos falar do mar. Eu, do mar, o que conheço bem são estes dez metros à superfície. É só deles que vos posso falar. É aqui que passo o meu tempo, quase sempre distraído. Ando de um lado para o outro, à procura de comida ou simplesmente às voltas com o meu cardume. No meu cardume não se fala do mar. Fala-se das algas, das rochas, das marés, dos peixes grandes e perigosos, dos peixes pequenos e saborosos e de que temperatura fará amanhã. O meu cardume é assim: eles vão e eu vou atrás deles.

- Mas tu, que és peixe, nunca sentiste o mar?

- Creio que o sinto, às vezes, ao passar-me nas guelras. Umas vezes sinto-o, outras não. Às vezes sinto-o, quando não me distraio com outras coisas. Fecho os olhos e fico a sentir o mar. Isto tudo de noite, claro, para que os outros não me vejam. Diriam que sou louco por dar tempo ao mar.

- Conheces o mar, portanto. Podes falar-nos do mar?

- Sei que é grande e profundo, mas não vos quero enganar. Sei de peixes que já desceram ao fundo do mar. Quando os ouvi falar percebi que não conheço o mar. Eu nunca desci muito fundo. Bem, talvez uma ou duas vezes... Um dia as ondas eram tão fortes que eu tive de me deixar levar muito fundo, para não morrer. Nunca lá tinha estado e nunca esquecerei que lá estive. Apenas vos sei falar bem da superfície do mar...

- Foi mau, quando desceste? Por que voltaste à superfície?

- Não foi mau. Foi muito bom. Havia muita paz, muito silêncio. Era como se fosse lá a minha casa, como se ali eu estivesse inteiro.

- Por que não voltaste lá ao fundo? Por preguiça?

- Às vezes acho que é preguiça, outras vezes acho que é medo.

- Medo? Mas tu não disseste que era bom? Medo de quê?

- Medo do desconhecido, medo de me perder. Aqui à superfície já estou habituado. Adquiri um certo estatuto para mim mesmo. Controlo as coisas ou, pelo menos, tenho a sensação de as controlar. Lá em baixo não sei bem o que me pode acontecer. Estou todo nas mãos do mar.

- Tiveste medo, quando chegaste ao fundo do mar?

- Não tive medo algum. Era tudo muito simples... E no entanto agora tenho medo... Mas eu não cheguei ao fundo do mar! Apenas estive menos à superfície.

- E que dizem os outros, os que lá estiveram?

- Dizem coisas que eu não entendo. Dizem que é preciso ir para perceber. E dizem que nada há de mais importante na vida de um peixe.

- E explicam como se vai?

- Aí é que está. Explicam que não se chega lá por esforço, que só podemos fazer esforço em deixar-nos ir. Que é só o mar que nos leva ao mar.

Então veio uma corrente mais forte que o fazia descer. O peixe tentou lutar contra ela com quantas forças tinha, à medida que via distanciar-se as coisas da superfície. Talvez para sempre... Mas depois fechou os olhos, confiou e já sem medo deixou-se ir."
Príncipe e a Lavadeira

Vocação...

Vocação quer dizer
A capacidade de escutar
A voz implorante do mundo,
As vozes das almas inocentes,
Das almas que sofrem,
Os que não têm paz,
Dos sem consolo, sem guia, sem amor,
E ao mesmo tempo força de fazer calar
As vozes lisonjeiras do prazer
E do egoísmo

Vocação quer dizer compreender
A dura, mas maravilhosa missão da Igreja,
Hoje mais do que nunca empenhada
Em ensinar aos homens o seu verdadeiro ser, o seu fim,
A sua sorte e inefáveis riquezas
Do amor de Cristo

Vocação quer dizer ser jovem,
Ter os olhos límpidos e o coração grande,
Quer dizer aceitar como programa de vida a imitação de Cristo
O seu heroísmo
A sua santidade
A sua missão de bondade e Salvação.


Papa Paulo VI
Estas palavras não são minhas, mas senti uma vontade enorme de as partilhar! São palavras que me dizem muito, me tocam que fazem sentir reconfortada, alegre e receosa ao mesmo tempo...
Dão que pensar!
A mim deu-me muito que pensar e ainda não acabei e espero que demore ainda algum tempo a deixar de pensar...

domingo, 20 de janeiro de 2008

O que se pode fazer?

Hoje na missa fiquei tocado...
À minha frente estava sentada a Patrícia e estava agarrada com as forças que tinha e via-se que... esteve mais feliz em tempos. Ao lado dela sentava-se uma mãe e uma filha dos seus 8 anos. A filha ao ver a patrícia naquele estado pediu um papel, e ela fez naquele pedacito pequeno de papel rasgado de uma agenda uma flor, uma borboleta, uma nuvem e algo que eu já não via há muito tempo: um Sol com um sorriso!
Pegou no papel e ofereceu-o...
É pouco, mas se calhar é tanto...

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

No meio do barulho

Estou a espreitar um livrinho que a Clemência me ofereceu e que tem orações em formato de sms e na página 112
a primeira delas cita Santo Agostinho:

Se te calas, cala-te por Amor

...

O Reino de Deus

Apesar da hora, apetece-me mesmo partilhar algo que li e reflecti ao preparar a próxima lição de catequese. Esta é a terceira lição de um conjunto de cinco que falam sobre o Reino de Deus, Reino este que já está entre nós mesmo sem muitas vezes darmos por isso...

"Jesus anuncia e fala de Deus, do Pai e do Seu Reino através dos sinais, imagens e situações simples e concretas da vida do povo.
Se as parábolas por um lado se tornam simples, por outro não deixam de ser difíceis e nem sempre nos parecem claras. Tal como acontecia com os milagres e a pregação de Jesus, havia os que entendiam as parábolas e também os que, tendo ouvido como toda a gente, não entendiam nada do que Jesus queria dizer, talvez por não quererem entender.
A razão desta dificuldade em entender as parábolas está na dureza do coração, no não querer ver e ouvir de coração aberto e disponível para se deixar interpelar pela mensagem: «É por isso que lhes falo em parábolas: pois vêem sem ver e ouvem sem ouvir nem compreender. Cumpre-se neles a profecia de Isaías que diz: ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis; e vendo vereis mas não percebereis. Porque o coração deste povo tornou-se duro e duros também os seus ouvidos; fecharam os olhos, não fossem ver com os olhos, ouvir com os ouvidos, compreender com o coração e converter-se para Eu os curar» (Mt 13, 14-15; cf. Is 6, 9ss).
De facto, Jesus não deixou tudo claro e evidente para todos. O Seu anúncio é sempre uma proposta, um desafio, uma interpelação. Exige sempre uma resposta, uma adesão de coração, uma proclamação de Fé! Sem a Fé em Jesus falta-nos sempre a chave que nos permitirá compreender a Sua Mensagem. (...) sem a docilidade interior, sem a Fé, sem o coração como o de uma criança, não é possível entender nada do Reino, (...) não é possível entrar no mistério do Reino de Deus."

Ainda hoje Jesus anuncia o Seu Reino (que é como um tesouro, grande e magnífico, que por ele se dá tudo em troca pois, em face dele, tudo o mais deixa de ter interesse) através de milagres e parábolas. Nem sempre é fácil percebê-las mas se a chave do enigma é a Fé, então é na Fé que quero investir. E o mais engraçado é que quanto mais Fé tenho, mais quero conhecer o Reino e quanto mais conheço o Reino mais Fé tenho.
O Reino de Deus veio à Terra no próprio Jesus! Por isso, se já está entre nós, abramos os olhos, os ouvidos e o coração e deixemos que o próprio Deus cure as nossas feridas!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

...

Hoje está a ser um dia complicado. Sinto-me cansada de corpo e um bocadinho também na alma :S

Há coisas à nossa volta que nos parecem tão injustas, mas os desígnios Dele são mesmo insondáveis, e o que parece mal pode muito bem ser a premissa de um bem Maior...

um abraço via net

da Busílis ***

sábado, 12 de janeiro de 2008

Vigilia Ecumenica :)

"Será que estamos suficientemente cientes de que, há dois mil anos atrás, Cristo veio à Terra, não para começar uma nova religião, mas para oferecer a cada ser humano uma comunhão com Deus? Desde a sua Ressureição, a presença de Cristo tornou-se tangível através de uma comunhão de Amor que é a Igreja.
Terão os Cristãos corações grandes o suficiente, imaginações abertas o suficiente e um amor ardente o suficiente para descobrir este caminho do Evangelho: viver sem demora como pessoas reconciliadas?"

Irmão Roger, "Opening Paths of Trust"

Fiz questão de ir buscar a minha cruz azul pequenina de Taizé enquanto escrevia este post. Deve ser para dar inspiração, porque as terças feiras à noite dão cabo de mim e tiram-ma toda.
Gosto da cruz de Taizé. É uma cruz ecuménica...não se assemelha a nenhuma outra cruz, de qualquer fé cristã. Fala a todos, lembra o Espírito Santo, é como uma pomba (estilizada e tudo). Talvez por o Ecumenismo ser isso mesmo - uma acção do Espírito Sasnto em nós, que nos faz falar todas as línguas, ou pelo menos, a língua mais universal de todas, que é a língua do próprio Amor...
Gosto da minha pequena cruz-pomba de Taizé...foi-me oferecida, num momento de partida, antes da missa do último dia, por um amigo de outra fé cristã, um rapaz protestante. E, embora durante os grupos de relfexão tivéssemos tido algumas divergências, senti o mundo em meu redor avançar um passinho em frente, rumo à Verdade, no momento em que ele ma pôs ao pescoço.
Repetindo as palavras do irmão Roger, Cristo não veio à terra para fundar uma nova religião, mas oferecer-se numa comunhão de Amor. Uma Igreja. Um Corpo. Penso muitas vezes quão doloroso deve ser para Deus ver o seu corpo desmembrado por divergências e desapegos vários. Ver os Cristãos não unidos, mas dispersos, divididos! Em Taizé, confesso que o meu grande entusiasmo residia em conversar com essas pessoas, provenientes de comunidades diferentes da nossa, de ritos diferentes dos nossos...perceber quais eram os laços e quais as quebras entre mim e eles, não por ler num livro ou por ouvir um catequista falar, mas estando ali, no local, em frente à pessoa, ouvindo-a e percebendo que o grande elo será sempre CRISTO, e que só através dele se constroem verdadeiras pontes :)

O ano passado não pude ir à vigília Ecuménica, mas se tudo correr bem, este ano não faltarei!

Beijinhos para todos

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Parábola

Três mulheres conversam:
- No outro dia o meu namorado ofereceu-me um colar de pérolas. Ele vale 5 mil millhões de Euros!
- No outro dia o meu namorado ofereceu-me um Porche descapotável. Ele vale mais de 10 mil milhões de Euros!
- O meu namorado ofereceu-me a sua vida, e ele vale a minha.

Talvez isto seja um pedaço de Amor verdadeiro...

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Fim de Ano

É engraçado...

No outro dia alguém disse que não gostava do fim do ano, pois fazia lembrar as resoluções de ano novo, que ninguém se lembra delas durante o ano inteiro e depois quando se vai a ver o que tínhamos pensado fazer, reparamos na quantidade de coisas que não fizemos e o quão "más pessoas" nós somos...

Por acaso ontem matutei um pouco nisso e tentei-me lembrar de aquilo que eu tinha proposto a mim mesmo fazer.

Para falar verdade nunca liguei muito a essas propostas e nunca tinha feito nenhuma até à... faz agora um ano, aqui nos Permanecer...

No entanto tentei mesmo lembrar-me e quando me lembrei olhei para todo o ano que passou... lembrei-me de tanta coisa que estava esquecida!
Ao comparar todo o meu ano, com a proposta reparei nisto: Eu fiz o que me tinha proposto...

e esta hein?

Agora vocês perguntam(certamente com estas exactas palavras): Oh António! Dá-nos essa tua incomensurável sabedoria para poder realizar tais projectos!

E eu ai respondo: Basta proporem a vocês próprios algo que vocês façam inconscientemente. Prometam algo que vocês sentem que é vosso dever e que querem fazer, mas que há algo que vos impede.
Passo a dar o meu exemplo:
Antes de me juntar ao GdJ, nunca me tinha questionado sobre nada, nem feito esforço algum para nada ou por ninguém. A minha vida era um dia a seguir ao outro e o que passava, passava... Nunca gostei que assim fosse, mas o hábito não me deixava ir para além disso e como disse nunca tinha lutado por nada, não sabia como o fazer.
Quando me juntei ao GdJ começaram-me a cair coisas em cima... aos poucos e poucos iam havendo "problemas" que estavam ao meu alcance de serem resolvidos por mim e que pareciam que chamavam por mim, que estavam à espera que eu os resolvesse e que se não fosse eu, ninguém o faria. Eu pensei: Que fazer se não arregaçar as mangas?
Comecei a roubar tempo àquilo que começou a "ter menos valor" e a aquilo que como que chamava por mim. A minha resolução de ano foi: Dar-me o meu tempo... mais do que isso; Dar-me àquilo que chamava por mim, por como me ensinou a Clemência: Amar é dar-se! e eu decidi Amar... já há muito tempo que procurava por isso...
Essa foi a minha proposta para o Ano 2007: Amar, apesar das barreiras. E apesar de ouvir ralhetes de chegar tarde a casa, de "sair demasiadas vezes lá pós grupos de jovens" e etc. fiz sempre o que podia para Amar...


Acho que resultou mais ou menos comigo.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Uma nova imagem

E que tal uma fotografia nova no blog hum? Esta já está a ficar desactualizada, nós estamos muito mais giros agora lol
Uma daquelas de Taizé era uma boa ideia, bem luminosa!

Beijinhos busílicos

sábado, 15 de dezembro de 2007

E tu? O que esperas?

E tu? O que esperas?

Confesso que no meio da azáfama habitual característica da época natalícia (não das prendas, porque não tenho paciência nenhuma para compras, mas das avaliações de final de semestre) , poucas vezes paro a pensar o que de facto espero com o Natal. As coisas sucedem-se a um ritmo tão frenético que parece impossível acompanhar tudo, conseguindo ao mesmo tempo manter uma visão objectiva do que nos rodeia. E consequentemente, fico sem saber o que espero da minha vida.
Não acho que seja uma pergunta de resposta assim tão abstracta, porque o abstracto implica uma ausência de referente, e não poderia haaver referência maior que a nossa vida ou a nossa fé. Mas concordo no que respeita à complexidade da questão...
Acredito que quando algo é difícil de responder, é porque se trata de uma coisa importante...e a que devemos tentar responder a toda o custo! Mas, se calhar, temos de perceber, e o retiro fez-m ver isso, que esta resposta não vem instantaneamente, ao abrir a torneira da inspiração divina, mas que é uma resposta que se constrói ao longo da nossa própria vida...

O que mais gostei no retiro foi a PAZ sentida após um dia tão cheio...a sensação de absoluta calma e serenidade após um dia que muitos colegas e amigos meus considerariam PERDIDO em termos de trabalho ou de lazer...e o mais engraçado é que aprendi mais a ouvir a opinião dos outros do que ao revelar as minhas ao resto do grupo. Por exemplo, a certa altura, num instante bem genuíno, o Daniel disse como o tinha ajudado na semana anterior o facto de chegar ao fim de cada dia e ver apenas o lado positivo de tudo o que lhe acontecera - como sou uma pessoa que me enervo facilmente e super stressada, não imaginam como me revi neste comentário! Estou sempre a queixar-me de TUDO! Esta semana, resovi imitá-lo, e acreditem...tudo correu muito melhor...estupidamente muito melhor!

Acho que foi pequenas coisas como esta que trouxe do retiro...a oração do terço, com as preces individuais de cada um; as conversas descontraídas/sérias pelo meio das árvores, uma metade de sandes de ovo partilhada, uma visão do mar que nunca agradecemos por existir (eu nunca agradeci pelo mar, embora ache que é das coisas mais extraordinárias do mundo), ...

Como já estou a divagar lol é melhor prar por aqui. Por enquanto é tudo!
Beijinhos da Busílis

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Vocação

Este retiro foi aquele em que eu tinha mais coisas para dizer e foi aquele em que não disse nada...
São coisas que eu não gosto de falar, porque não quero que as outras pessoas oiçam para "bem delas".
No entanto a pergunta perturbou-me: E eu? O que é que eu espero?
Há pouco tempo fui-me confessar e esta foi uma das perguntas que coloquei a mim mesmo, pois acho que aquilo que eu espero tem directamente a haver com a minha vocação. O problema está em eu não saber qual é, e por isso não sei qual é a minha esperança, o meu sonho, o meu horizonte...
É engraçado, porque eu já tinha ido aquele "morro". Não fazia ideia que havia lá uma capelinha, mas eu fui e 3 ocasiões diferentes:
- Fui andar de bicicleta com o meu irmão e um amigo dele há já uns 4 ou 5 anos e fizemos um percurso diferente fizemos a subida, mas por outro lado do morro, mas fomos dar a um sítio também com uma vista lindíssima para o Tejo.
As outras duas foram este ano em que:
- Fui andar de bicicleta com o Fonseca e o Pedro (um que era da nossa turma) e fizemos uma paragem também numa outra encosta do morro e eu rendi-me a ficar lá a ver o espantoso pôr-do-Sol
- E outra em que eu e o Bruno fomos também andar de bicicleta onde também ficámos noutra encosta do morro e também ficámos num sítio a comer qualquer coisa e a olhar também para a vista.
E no meio de isto tudo para dizer o quê?
Já não me lembro, mas sei que me fez impressão porque na igreja, na manhã do retiro, falámos imenso do nosso Horizonte e quando nós chegámos lá acima, à capelinha, olhei para a paisagem, para o rio e não vi horizonte nenhum. Havia uma neblina que misturava azul com azul, o mar com o céu, o Horizonte com o Céu. E isto fez-me lembrar do que o Cónego Tito me disse no confessionário: A nossas vocação é sermos Santos.
Na altura a resposta não me ajudou de muito, mas é como pedra no sapato... é pequena mas chateia!

Fiquei eu a conhecer o meu Horizonte?
Fiquei a saber o que é que eu espero?
Fiquei a saber o que é que eu posso fazer para atingir aquilo que eu espero?

Não

Mas ajudou...

E tu, o que esperas??

Foi este o grande tema, por assim dizer, do nosso retiro de advento.
E quantas vezes é que nós já nos debruçámos sobre esta pergunta?? Se calhar já pensámos nisto algumas vezes, mas nunca chegamos a respostas concretas ou essa resposta não nos satisfaz ou etão não sabemos mesmo o que responder, como dizia a Raquel “é muito abstracto” e complexo.


Para mim a resposta a esta pergunta a princípio pareceu me complicada, durante o caminho todo que fizemos até à ermida no alto da Boa viagem fui pensando nela. E mesmo quando cheguei lá em cima e vi aquela paisagem: o mar, a maginal, a natureza :) Foi a primeira vez que fui lá a cima de dia e vi realmente a vista (porque ou vou lá para veladas d'armas nos escuteiros, que é de noite, ou então só passo lá) e isso fez me pensar a sério naquilo que eu esperava e pareceu me que tinha encontrado uma resposta: nascimento de Jesus no meu coração, na minha vida e na das pessoas que me rodeiam e tentar desprender me um pouco da nossa realidade tão mundana, simples, concreta, minimalistas, consumista etc etc...

Mas depois do retiro esta resposta não me contentou, vim para casa a pensar neste pergunta e cheguei à conclusão de que para mim é muito difícil dar uma resposta. Não significa que o que eu tinha dito anteriormente não fosse algo que eu esperava mas era apenas uma pesquena parte.... Penso que espero muito mais, mas ainda não sei o quê concretamente... penso que por agora ainda só consigo pensar numa resposta a curto prazo, uma meta curta, mas não é isso que quero e talvez zeja também já uma parte da resposta :P arranjar metas a longo prazo J

Mas sendo assim, quero incluir esta pergunta e a resposta no meu compromisso.

Assim para aqueles que não foram e para aqueles que foram fica aqui a minha partilha sobre o retiro =)
E para aqueles que não foram proponho-vos o mesmo desafio que foi proposto no retiro: E tu o que esperas?? E qual o teu compromisso?

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Um tempo

- Então como foi Taizé?
- Foi bom!


Isto foi o que, como sempre em quase todas as ocasiões, os meus pais me perguntaram e eu lhes respondi. E ficou por aí!


Tive 10 dias recheados de ideias, pensamentos e orações que já desvaneceram no meu pensamento (infelizmente); experiências que nunca tinha tido tido até à data!

Eu sempre gostei de observar, de esperar, de não fazer nada e penso que por isso Deus me deu tanto tempo livre desta vez que fui a Taizé. O meu único problema é que muitas vezes não reflicto sobre aquilo que vi, e há por isso há muita coisa que me parece passar ao lado... mas naquele momento que alguém me diz qualquer coisa eu digo: "Eu sei!" ou "Eu reparei!" porque de facto.... reparei!
No entanto quase nunca falo sobre aquilo que vi! E começo a estranhar quando me perguntam e eu tenho que falar sobre isso... fazem-me pensar sobre aquilo que vi e isso faz sentir estranho!
Mas penso que com tanto tempo livre, eu não me senti mal a pensar sobre tudo aquilo que me rodeava, até porque começava a fazê-lo sem dar-me conta.

Mas acho que já me esqueci do que tinha pensado na altura e de saber como se fazia...
e acho que já me perdi...

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Taizé


Em Setembro durante uns dias (10 dias para ser mais correcta) o grupo de Jovens Permanecer "desapareceu" de Linda-a-Velha. Foi um “desaparecimento” planeado já há muito tempo e que finalmente se ia realizar : A ida a Taizé!


Assim no dia 1 de Setembro partimos para uma viagem e experiência única que nos marcou todos :D


Eu vou falar de um modo muito particular neste post... espero que não se importem =)


Eu escrevi nos vários postais que mandei que Taizé era um sítio diferente, simples e tão complexo ao mesmo tempo, um lugar especial... mas depois cheguei à conclusão que não é o local em si, nem o ambiente nem nada parecido... mas sim cada um de nós é que torna taizé naquilo que cada um sente e vê, cada um de nós é que torna Taizé naquilo que realmente É: Um lugar de partilha, de convivência, de amizade, de emoções e principalmente um lugar de comunhão com Deus e com os nossos irmãos, numa linguagem assim mais “escutista” o nosso próximo :D.


Na realidade eu não consigo encontrar muitas palavras para descrever o que senti em Taizé, mas espero que com o tempo consiga encontrar algumas, se bem que algumas já foram descobertas, e espero também conseguir viver aqui em Linda-a-Velha esse espírito, essa comunhão e partilha!
Mas engane-se quem pensa que em Taizé é tudo muito bonito, muito simpático e fácil, um mar de rosas! Errado!!! Eu tive o azar (ou a sorte) de ter ficado sozinha (única portuguesa) num grupo como contact person (que foi uma coisa para a qual me Voluntariei sem saber ao que ia, mas foi importante que tenha sido assim) e com 6 alemães, 2 polacas, 3 belgas e Japonês e uma coreana (uma multidão) e logo no 1º dia a coisa correu mal, muito mal mesmo... 2 das alemãs faziam bonecos e mandavam piadas em alemão e depois o pessoal não sabia bem o que fazer e dizer e criavam-se aqueles momentos de silêncio pesado e horrível (eu só ansiava pela hora da oração) e nesse mesmo dia eu só pensava “Amanhã tem que ser melhor... se não acho que não aguento”. E a verdade é que fui até ao fim, as palavras do Irmão Maxime (uma pessoa com uma sabedoria e inteligência impressionante, com um grande sentido do humor e com uma capacidade de falar enorme) ajudaram me muito (até porque as 2 alemãs devem se ter fartado de mim e deixaram o grupo) e no fim já não queria largar o meu grupo de reflexão =D


Foi importante esta estada em Taizé ter começado assim tão mal porque obrigou-me a “dar a volta por cima” e o facto de ser a única portuguesa foi um factor muito positivo, pois obrigou-me a esforçar-me para compreender os outros (por vezes o inglês deles não é o melhor e por vezes nem o meu xD) e a abrir horizontes. No nosso grupo nós trocávamos muitas impressões acerca da cultura de cada um, das tradições, etc etc e eu aprendi muito, se tivesse um português no grupo se calhar era mais fácil expressar me e se calhar não fazia tantos amigos :D Tem as suas vantagens e desvantagens.


Mas resumindo (até porque já escrevi muito) eu gostei imenso de ir a Taizé, foi o realizar de um objectivo e sonho meu. Taizé fez me despertar para várias coisas e assuntos, colocou-me questões, deu-me algumas respostas e fez-me sentir e ver Deus e todo o Seu Amor por nós, penso que venho diferente... e lembro me que foi difícil voltar me a habituar a “ouvir” a missa em Português, foi muito muito estranho J
Em Taizé eu compreendi e senti que as pequenas diferenças que existem entre os cristãos são tão insignificantes que nem sei porque é que existem, isso foi uma coisa que ainda me faz pensar a faz confusão... poruq em Taizé isso é tudo superado! Eu nunca imaginei ir a uma celebração protestante, mas fui e gostei muito :D


E o companheirismo e amizade que existe em Taizé é também algo fantástico! Quando alguém começava a cantarolar e a tocar haviam logo mais uns quantos que acompanhavam ou quando alguém começava a fazer um jogo haviam mais uns quantos que iam jogar, entre outras coisas. São estas pequenas coisas que nos surpreendem e fazem com que a convivência em Taizé seja algo fantástico e divertido, é como eu disse uma experiência única :D


Há muito mais para dizer e partilhar, mas, para além de não querer roubar as palavras aos outros, não me quero alongar ainda mais e é isto que eu considero importante :D


A partir de agora sei que vai ser diferente e até a oração de Taizé no outro dia nossa igreja já foi bastante diferente :D


E para finalizar espero que se por acaso quem esteja a ler isto já tenha ido a Taizé que escreva qualquer coisa ou se ainda não foi que pense bem em ir lá dar um saltinho :D


domingo, 8 de julho de 2007

Actualização do FTP

Para quem não sabe FTP significa File Transfer Protocol, ou seja, protocolo de transferência de ficheiros.
A UA (Universidade de Aveiro) faz o favor de disponibilizar um FTP a toda a gente, ou seja, qualquer um pode criar, aceder, modificar um FTP, desde que saiba que ele existe. Como já mostrei no post anterior, o nosso FTP tem por ligação: http://ftp.ua.pt/incoming/Permanecer
Qualquer um poder aceder a ele desde que em: http://ftp.ua.pt/incoming se lembre de escrever "Permanecer"

Apresentado o FTP, qualquer um pode ir lá pôr qualquer tipo de ficheiro, de qualquer tamanho. Agradecem-se contribuições produtivas!

E agora a verdadeira razão deste post:
Pus no nosso FTP um zip com musicas de Taizé... das dos CD's deles mesmo...
No ficheiro constam as músicas:
Bleibet hier
In Manus Tuas Pater
In Resurrectione Tua
Mon Ame Se Repouse
Nada Te Turbe
Beatus
The Kingdom of God
Tu sei
Aleluia (um deles)

Slide Show 2006/2007

Para todos aqueles que querem saber o que os Permanecer andaram a fazer este ano de 2006/2007 podem ir aqui para sacar o slide show dos permanecer deste ano!
O Slide show inclui actividades como as do Magusto/Feira do Livro, Vigílias, ensaios para orações de taizé, etc...

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Dis-cur-so

Ontem, estava mesmo envergonhada e sem palavras. A única coisa que me saiu veio do baú das minhas memórias de infância e adolescência. Mas depois tive pena de não ter aproveitado o momento para dizer o que sentia e sinto.
É verdade que me apercebi que me estavam a preparar uma surpresa, e gostei muito do que fui percebendo. Gostei de ver o cuidado da minha mãe a falar muito baixinho para o meu pai, coisa que ela nunca faz, gostei das perguntas que me foram fazendo muito discretamente, gostei das mentiras carinhosas que me foram dizendo... Senti-me muito amada!
Para mim, estar viva é uma alegria enorme, como partilhei ontem no meu blog. Deus tem-me mimado muito ao longo destes aninhos. E neste último ano, em particular, sinto que cresci muito, e em grande parte, foi por vós e convosco. Por isso, mais do que vos agradecer a prenda e a vossa presença na minha festa, agradeço a Deus a vossa presença na minha vida!
Como diz o Poeta:
"Deus quer,
o homem sonha,
a obra nasce."
E vocês são um sonho a tornar-se realidade todos os dias, por vontade de Deus!
Obrigada por tudo,
Um abraço em Cristo da animadora que vos ama,
Ausenda Filipa :)

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Vigília de Pentecostes



Sábado, dia 26/05/007, na Sé de Lisboa, houve uma Vigília de Pentecostes. Uma celebração bonita pela facto de no Pentecostes, como discípulos, nós recebemos o Espírito Santo, não necessáriamente pela forma das línguas de fogo, como aconteceu aos 12 e Maria (se não estou em erro), mas atravéz da vela que nos foi dada e acendida. Foi também nessa celebração que os jovens dos itenerário juvenil fizeram o seu comprimisso, tornando mais simbólica a celebração.
A querida da nossa coordenadora Ausenda Filipa teve a feliz ideia de sugerir que os Permanecer fossem à Vigilia, e nós fomos (os que puderam claro está)!
Apesar de alguma dificuldade de horários, os Permanecer foram chegando à Sé estando alguns deles assim antes de entrarem:



Notávelmente (começando da esquerda para a direita), o Daniel, a Raquel, a Inês, a Marta e o João estavam bastante ansiosos pela Vigília!

Após a celebração, o nosso grupo não quis apagar as velas e deu nisto:



Foi a partir desta altura que descobrimos que o Nuno já estava com fome e que eu estava bastante... coiso...
No entanto ficámos tds bonitos na foto de grupo:



Entretanto à saida da Sé, os vários grupos de jovens que tinham ido à Vigilia, que estavam a preparar-se para voltar a casa foram surpreendidos por um tempo de "convívio", pois o Grupo de Jovens Ser, de Amadora, sacou de uma viola e começaram a cantar cantigas.(lá porque ganharam o Festival da Canção Diocesana devem pensar que cantam bem :P) Ora nós que permaneciamos com as chamas das nossas velas acesas fizemos o nosso dever de partilhar a chama com toda a gente que ainda ali estava e juntamente com os Ser passou-se um serão agradável a cantar e tal...